sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Não Há Milagres no Retorno do Investimento

"Nem sempre o rico é sábio, mas o sábio é sempre rico"
Ditado Popular

(Postagen baseada em fatos reais durante a minha vivência como consultor)

Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor não percebe que a remuneração de seu investimento é proporcional ao montante investido.

Não é impossível, mas é muito difícil investir R$50 mil e querer obter um retorno de R$10 mil mensais. Se obtiver este retorno, estará obtendo 20% de retorno ao mês e terá um “pay-back”, ou seja, o seu dinheiro investido de volta, em cinco meses. Como a realidade é outra, milagres e negócios altamente rentáveis estão fora do mundo da maioria dos empreendedores normais, embora muitos não queiram perceber.

Para quaisquer investimentos, a praxe das grandes corporações é obter o “pay-back” em até sete anos. Vamos reduzir para cinco anos e fazermos algumas análises. Neste caso, o retorno mensal do investimento de R$50 mil é de 1,67% ao mês, bem menor do que 20% da pretensão inicial citada neste texto, o que gerará um lucro mensal de R$833 ao mês.

Quanto mais se investe nominalmente, mais se obtém retorno nominal, mas a taxa não deve variar muito de 1,67% ao mês.

Suponhamos que uma grande corporação invista R$10 milhões numa nova unidade fabril, neste caso, o lucro mensal deverá girar em torno de R$167 mil por mês. É um belo retorno, nominalmente, do ponto de vista do pequeno empreendedor, mas a taxa de retorno é a mesma para os dois exemplos.

Em meus trabalhos de Consultoria, é comum encontrar empreendedores querendo retirar altas quantias para pequenos valores investidos. Nestes casos, acontece o efeito mais comum para as empresas que me deparo, gasta-se muito mais do que se arrecada.

Quando uma empresa gasta mais do que arrecada, não há resultado, há prejuízo. Somado a este descompasso de fluxo de recursos, a empresa obtém uma despesa extra que é o juro cobrado pelos bancos ou factorings para trocas de duplicatas, cheque especial e empréstimos, aumentando ainda mais o déficit.

Quando este efeito muito comum ocorre, nem sempre adianta discursar que o Governo não ajuda, que os funcionários são problemáticos e que o seu mercado já foi bom um dia, o melhor mesmo a fazer é cair na realidade e rever as retiradas mensais. Conheço empresas que esta retirada representa 50% dos custos fixos. Não há milagres, mas ações realístas e compatíveis com o nível de investimento, podem fazer muito bem para a saúde do empreendimento, afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.


NEGÓCIOS FORAM FEITOS PARA SER RENTÁVEIS, CONSULTE UM ESPECIALISTA EM CUSTOS

Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
www.consultoriaplanecon.com.br

edson.oliveira@consultoriaplanecon.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Nem Toda Ajuda É Bem Vinda!

"Quem não sabe suportar contrariedades nunca terá acesso às coisas grandiosas"
Ditado Popular

(Todas as postagens foram baseadas em fatos reais durante a minha vivência como consultor)

Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor confunde o seu negócio com instituição de caridade.

Vejamos alguns exemplos que tenho deparado em meus trabalhos:

- o empregado gasta mais do que recebe, entra em dívida com o banco, cartão de crédito ou quaisquer outras, por que a empresa deve resolver o problema dele? Não seria melhor já prepará-lo para não depender da empresa? Infelizmente, nos dois lados, muitos não entendem isto e o empreendedor acaba resolvendo um problema que não é da empresa. Quando isto acontece, a tendência de voltar a acontecer aumenta e o dia que o empreendedor resolver deixar de ajudar o funcionário ou um outro, não importa a razão, terá grandes dificuldades em lidar com o problema, tirando energia do negócio para buscar LUCRO, para administrar conflitos evitáveis.

- o empregado tem o direito de receber seguro-desemprego e, por esta razão, o novo empregador acorda com o mesmo de não registrá-lo enquanto o direito de receber o seguro houver. Neste caso, além de ser conivente com um ato de corrupção, corre sérios riscos trabalhistas com o funcionário acordado. Lembre-se que a relação empregado e empregador é semelhante a um casamento, no dia do casamento ninguém imagina que poderá haver separação e, o mesmo, pode terminar em partilhas de bens injustas. Lá se vai mais energia para resolver problemas que não dão LUCRO. Sobre receber o seguro-desemprego sem o devido direito, o que é muito comum, não justifica alegar que em Brasília se faz pior, o importante é não participar de atos corruptos.

- o empregado não quer ser registrado por várias razões, e o empregador aceita e ainda se livra dos encargos trabalhistas. O risco existe e toda a diferença economizada poderá ser paga com juros e honorários de advogados. Lembrando que em causas como estas, levam o empregador a mudar foco dos negócios, que é buscar LUCRO para focar em suas defesas.

Enfim,  em inúmeras situações onde o empreendedor imagina estar motivando seus funcionários, ele pode estar armando um grande problema para resolver no futuro e com risco de um custo e desgaste maior. A empresa existe para dar LUCRO, CRESCIMENTO e PERPETUIDADE, deixe as ações filantrópicas para quem de direito, afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.




NEGÓCIOS FORAM FEITOS PARA SER RENTÁVEIS, CONSULTE UM ESPECIALISTA EM CUSTOS

Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
edson.oliveira@consultoriaplanecon.com.br
www.consultoriaplanecon.com.br (atendemos todo o Brasil)
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Empresa Não Anda Sozinha


Não se administra uma empresa com base nas habilidades pessoais, e sim com base em um sistema.
Extraído do livro "Socorro, eu tenho uma empresa"


(Todas as postagens foram baseadas em fatos reais durante a minha vivência como consultor)

Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor se acomoda pensando que o mundo por si só resolverá todos os seus problemas.

Vejam algumas situações interessantes que vivencio com frequência:

- “o vendedor não percebe que quanto mais ele vende, mais ele ganha?”. Parece óbvio, mas será que a empresa está fazendo a parte dela em se divulgar, tornar a sua imagem mais forte ou até mesmo se aparecer para o mercado? Quais as condições que a empresa proporciona ao seu vendedor para trabalhar? Estas condições o motiva a vender ou a procurar outro emprego?

- “...quando comecei, procurei aprender tudo sozinho e quando tinha dúvidas ia buscar as respostas...”. Parece óbvio, mas as pessoas são diferentes, quando o empreendedor começou tinha interesses diferentes, seja porque era o proprietário da empresa, seja porque era ambicioso. Será que pequenas atitudes como dizer ao funcionário “se vira” ou contar os seus resultados com ares de arrogância não o afasta mais dos objetivos da empresa?

- “Contratei vários profissionais, mas nenhum deles foi capaz de resolver os meus problemas”. Será que os vários profissionais são incompetentes? Será que a empresa não consegue definir exatamente quais são as suas estratégias de planejamento, organização, direção e controle? Lembre que tudo tem um custo ou investimento, é como a melhor tecnologia, ela pode custar mais cara, mas pode resolver. Será que a empresa sabe contratar ou atrair os melhores talentos?

- “invisto na pessoa, quando ela começa a dar resultados, vai embora”, confesso que na empresa de quem escreve este artigo há este problema, mas será que o empreendedor sabe reter talentos? Será que o empreendedor da pequena empresa não deveria tirar proveito desta situação? No meu caso, já aceitei este cenário e me planejei para treinar profissionais e entregar ao mercado, para empresas que oferece mais do que a minha, mas o que procuro fazer é ter uma política de treinamento rápida através de procedimentos sempre revistos e tirar o máximo do profissional que passará uma temporada comigo, de modo que quando este saia, deixe também algo melhorado. Sei que será difícil ficar na praia esperando o dinheiro chegar na minha conta, por isso tenho que "arregaçar as mangas", por a "mão na massa", pensar estrategicamente e trabalhar muito, procuro ir pessoalmente atrás das grandes oportunidades e negócios, afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.



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Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Se é Para Ousar, Que Seja em Toda a Empresa

Muitas coisas pequenas tornaram-se grandes pelo tipo certo de propaganda
Mark Twain

(Todas as postagens foram baseadas em fatos reais durante a minha vivência como consultor)

Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor não está atento às reais necessidades de investimentos.

É muito comum depararmos com empreendedores ousados que investem grandes valores nas mais variadas tecnologias de informação, tecnologias de produção, produtividade, modelos de gestão da qualidade, treinamento em equipes produtivas e, espera com isso, obter um grande retorno de seus investimentos.

Para investir, muitos empreendedores são tão ousados que compram a primeira tecnologia que encontram, não fazem uma devida análise de seus impactos, tempo de retorno do investimento e, até, se determinado investimento é crucial para o seu negócio.

Para realizar os investimentos, muitos empreendedores são tão ousados que vão ao mercado financeiro buscar recursos para seus investimentos. É tanta ousadia que, ficar devendo, passa a ser uma rotina e uma sensação de que este é o caminho certo para ganhar bastante dinheiro. Tudo em prol da produtividade, qualidade e controles.

Não sou contra esta ousadia e nem contra investir em produtividade, qualidade, controles e, muito menos, em ter dívidas, o que estou tentando chamar a atenção é a quantidade de empreendedores ousados em investir em tudo isso, mas não tão ousados em investir na área comercial. Até investem em marketing, mas na hora de investir em uma equipe coesa, treinada e motivada em vendas, o mesmo empreendedor perde a ousadia e tem a sensação de que o vendedor de sua equipe é um explorador, mercenário que, primeiro deve mostrar resultados e, depois, ser recompensado.

Pode estar havendo ai uma grande inversão de valores, pois quando se investe em tecnologias, a mesma, que normalmente são caras e deixam uma conta para se pagar, também não garantem retorno (como na contratação de um “bom” vendedor), mas a sensação é que a partir deste investimento, tudo ficará melhor, mas na maioria das vezes, as empresas se encontram ociosas e querem que, um vendedor desmotivado, sem investimento em formação ou ajuda de custo, resolvam os seus problemas.

Vamos refletir, pois o mundo gira e não está nem aí se o empreendedor deve ou precisa faturar mais. Para faturar mais, nem sempre os investimentos tecnológicos são a garantia.

Investir em uma equipe de vendas motivada pode trazer mais negócios para empresa, direcionar o investimento tecnológico mais adequado e a fidelidade dos vendedores, afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.

NEGÓCIOS FORAM FEITOS PARA SER RENTÁVEIS, CONSULTE UM ESPECIALISTA EM CUSTOS

Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cuidado Para Não se Tornar uma Empresa Filantrópica

"O vendedor esperto apura os ouvidos para as emoções, não para os fatos."
Anônimo

(Todas as postagens foram baseadas em fatos reais durante a minha vivência como consultor)


Negócios foram feitos para ser rentáveis, mas por que alguns não são tão rentáveis? Muitas vezes porque o empreendedor não está atento às atitudes de sua equipe. Tive um cliente que era uma loja. Todos os seus vendedores eram responsáveis e, dentro do limite de cada um, sabiam exatamente os seus papeis e detinham conhecimentos técnicos adequados dos produtos com os quais a loja trabalhava.

Todos os vendedores eram muitos cordiais e sempre procuravam atender todos os clientes com muita presteza. Tinham como meta resolver os problemas de seus clientes. Um dia, a pedido de meu cliente, fiquei acompanhando o trabalho dos vendedores no balcão, o meu desafio era entender como uma equipe muito bem preparada não conseguia atingir metas de vendas. Não demorou muito para perceber algumas falhas importantes e, que até aquele momento, não eram percebidas pela equipe e também pela Administração da loja.

Um cliente chegou à loja procurando determinado material. A loja não tinha aquele material. O cliente demonstrou frustração, mas insistiu em saber onde poderia encontrar. O vendedor, sempre cortês, começou ajudar o cliente. Pegou uma lista, daquelas de classificados, e começou procurar para o cliente, alternativas de onde se poderia encontrar aquele produto.

Passado alguns minutos, o bom vendedor encontrou a sessão onde havia classificados de lojas com potenciais possibilidades de ter aquele produto e, para atender melhor ainda o cliente, ligou para a primeira loja e se informou sobre o tal produto procurado. Não encontrando na primeira loja foi para outras até encontrar. Passou as orientações para o cliente e resolveu o problema do cliente (????)

Bela solução, o cliente ficou satisfeito com o serviço prestado e a loja do meu cliente não ganhou nada com isso, além do mais, uma pequena fila de insatisfeitos já se formava em volta do balcão. Sem contar que o vendedor também não ganhou nada com a ação.

Este meu cliente, baseado neste ato, parecia setor de informações para clientes que não encontram os produtos que querem.

Imediatamente alertei o empreendedor e no final do expediente fiz uma reunião com a equipe de vendas para refletir sobre este ato, no qual descobri ser comum, pois imaginavam que tinha que atender bem quaisquer clientes que visitassem a loja, pois um dia o mesmo poderia voltar feliz para comprar algo da loja. A minha dúvida era saber quantos clientes a loja conquistava com esta ação. Quantos empreendedores não têm em sua equipe este procedimento e fogem do foco da venda, o que realmente gerará lucro para empresa, cuidado com trabalhos filantrópicos, pois empresas visam LUCRO, afinal, negócios foram feitos para ser rentáveis.



NEGÓCIOS FORAM FEITOS PARA SER RENTÁVEIS, CONSULTE UM ESPECIALISTA EM CUSTOS

Edson Carlos de Oliveira
Consultor de Custos e Estratégias
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